Em construção!

"Envelhecer é uma dádiva que deve ser encarada não como uma perda de habilidades mas como uma oportunidade para transmitir os conhecimentos adquiridos ao longo da vida."

quinta-feira, 16 de março de 2017

Cia de Dança 100 Limite - Porque dançar não tem idade!

Cia de Dança 100 Limite - Porque dançar não tem idade!






Meu trabalho com a dança começou por volta de 2005. Nessa época, por conta da novela América, o country estava no auge e eu fazia aulas de dança country e sertanejo.
Em 2006, conheci um grupo de dança country, de pessoas de todas as idades (mas a maioria eram idosos), e me apaixonei. Comecei a fazer parte desse grupo, participar das aulas e das apresentações.
No ano seguinte, por motivos particulares o professor precisou sair do grupo. Como eu tinha feito aulas e conhecia muitos passos e tinha um bom entrosamento com o grupo, assumi as aulas. Meu propósito era fazer com que conhecessem a " Cia de Dança 100 Limite", um grupo de idosos que ama o country, e consegui.
Após um tempo e muito ensaio participamos do primeiro concurso de dança country, realizado na Estância Alto da Serra. E para nossa surpresa, fomos os 3º colocados. Nesse dia foi muita emoção! Lágrimas de alegria, de um grupo que jamais pensou que seria reconhecido no meio de tantos jovens. A partir dai, participamos de muitos concursos e campeonatos. Alguns vencendo, outros apenas mostrando nosso trabalho. Sempre com o objetivo de mostrar aos outros que a idade não é limite, que quando a gente quer, com garra e paciência a gente consegue.
Hoje o grupo ainda existe... Alguns saíram, por motivos particulares, outros entraram, outros apenas nos acompanham com parte dessa família. Amigos são muitos! Alegrias, tristezas, brigas, aprendizados, auxílio uns aos outros. O grupo vai muito além da dança. Somos família! Quando alguém precisa estamos ali para ajudar, apoiar, motivar, chorar e rir juntos...
Brigas acontecem. Perdão também.
Emoçoes? Muitas! Vocês nem imaginam o que é fazer parte dessa grande família chamada 100 Limite!



Hoje nossa aulas acontecem de quartas e sextas das 9 às 10:30 hrs, na Paróquia São Carlos Borromeu de Vila Prudente, na Rua do Oratório, 37125 - Vila Prudente - São Paulo - SP.

A primeira aula é gratuita!
Venha experimentar!

Contato: whats.: 981 663 721 - E-mail.: salete _sm@hotmail.com

CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE CRECHE, CENTRO-DIA E ASILO

CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE CRECHE, CENTRO-DIA E ASILO


Há muita desinformação entre a população que mistura termos e desconhece propostas de instituições que acolhem idosos
         Quando se usa o termo “creche para idosos” em mecanismos de busca da internet, chega-se a 502 mil resultados.  Ao se buscar por “centro-dia para idosos”, o resultado é bem mais modesto. Apenas, 24 mil. Isso acontece porque o termo “creche” vem sendo usado de maneira inapropriada para se referir às instituições que acolhem idosos em período integral ou parcial durante a semana.
“Creche é um termo complicado porque remete à criança e acaba infantilizando o idoso, o que representa desconsiderar uma trajetória de vida”, afirma a terapeuta ocupacional Marília Sanches. Ela diz que as famílias não percebem o equívoco e costumam repetir frases do tipo: “Meu pai vai para uma creche.
“Muitos idosos lúcidos vão para esses locais e são tratados como crianças”, afirma a administradora de empresas Mirian Shiba.
Mirian e Marília administram o Koru Centro-Dia, espaço de cuidados voltado para o público idoso, especializado em oferecer atividades variadas além daquelas acompanhadas pela terapeuta ocupacional (que incluem uma análise específica), com o intuito de fazer com que eles sintam prazer na realização daquiloe pratiquem atividades que tenham o propósito de melhorar, potencializar ou reabilitar funções.
O termo “Centro-Dia” vem para desmistificar a ideia de que o idoso volta a ser criança ao atingir certa idade. “Não se pode colocar crianças e idosos dentro de um mesmo pacote”, elas afirmam, acrescentando que “criança fica na creche e o idoso no centro-dia”. Quando se infantiliza o adulto, elas constatam, estamos desconsiderando a história de vida dele.
Muita gente também desconhece a diferença entre asilo (também conhecida por casa de repouso) e um centro-dia. A palavra asilo diz respeito àquela instituição que abriga o idoso por longos períodos de tempo. São pessoas que, em alguns casos, necessitam ficar acamadas ou de cuidados especiais, recebendo tratamento contínuo. Já o centro-dia acolhe o idoso em período integral (manhã e tarde) ou período parcial e, ao final do dia, o idoso vai dormir em casa com sua família.
“Ninguém volta a ser criança”, garante Mirian, “por isso, é péssimo quando se diz a um idoso que ele vai para uma creche, onde possa ser levado a pintar desenhos com tema tipicamente infantis.
Marília e Mirian abriram o Koru Centro-Dia com a proposta de oferecer uma nova modalidade de cuidado, atuando como ponte entre o idoso e a família, idoso e comunidade, pois o vínculo mais importante é entre eles. O centro-dia, elas explicam, é um local ideal para aquele idoso ou aquela idosa que são lúcidos, mas que já apresentem alguma dificuldade em suas atividades de vida diária e necessitem reforçar suas capacidades cognitivas, mas também para idosos em declínio cognitivo que precisam de um olhar mais atento.
O centro-dia é também uma alternativa para a casa de repouso ou asilo, sobretudo quando o idoso não tem o perfil para permanecer nesses locais, ou seja, não necessita de cuidados intensivos. “Muitas vezes um determinado idoso não tem o perfil para uma instituição de longa permanência, mas a família o coloca lá por desconhecer a existência de centros-dia. Assim como idosos acamados que demandam cuidados intensivos não têm perfil para a nossa casa”, diz Marília.
O Koru Centro-Dia oferece terapia ocupacional, fisioterapia, oficinas de lazer, dança, jardinagem, culinária, nutrição e psicologia. Interessados podem agendar uma Vivência Koru, deixando o idoso por até cinco horas, onde terá contato com a equipe e participará das atividades sem custo.
Texto extraído do blog do Koru centro-dia

5 coisas que você precisa saber antes de escolher um lugar para deixar seu familiar idoso

5 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE ESCOLHER UM LUGAR PARA DEIXAR SEU FAMILIAR IDOSO

1- Qual é a hora certa de procurar um lugar para deixar o idoso de sua família?
Geralmente o familiar se dá conta de que o idoso necessita de maior atenção quando ocorre um evento adverso, muitas vezes evitável, como uma queda com graves consequências, entre outros. O familiar nesse momento pensa: “Ele não pode mais ficar sozinho e eu, tenho que trabalhar. Chegou a hora de procurar um lugar para ele ficar”.
Mas essa é também uma tarefa difícil: o quê e onde pesquisar, telefonar, visitar, escolher. São serviços que devem transmitir confiança e acolhida. E o familiar se sente cansado e também culpado por necessitar transferir o cuidado do familiar idoso a terceiros.
Não existe um momento certo, mas sim, compreender que o envelhecimento é um processo natural, inevitável e acompanhado de declínio funcional. Embora com características variáveis entre as pessoas, o declínio ocorrerá para todos e desacelerar esse decréscimo é possível com atividades voltadas à prevenção e reabilitação.
É necessário analisar com cuidado se o idoso tem perfil para estar em casa com o cuidador formal, se necessita dos cuidados complexos de uma ILPI (Instituição de Longa Permanência) ou dos cuidados ofertados no centro-dia.
2- O que deve ser levado em conta antes de optar pelo local?
Em primeiro lugar, a autonomia e independência do idoso devem ser respeitadas. Por isso, uma conversa franca e objetiva, mas repleta de carinho, é salutar a todos os envolvidos (já abordamos esse tema “como falar com o familiar idoso."
Depois, uma pesquisa sobre a localização do imóvel, acessibilidade, condições de higiene (sobretudo em banheiros e cozinha), relação custo x benefício e profissionais que atuam no local, irão embasar sua decisão. Também contate outras pessoas que já passaram pela situação. Elas poderão lhe trazer um cenário bem próximo do real.
3- Por que é fundamental que o idoso participe do processo de escolha?
Em qualquer uma das três situações mencionadas acima, o idoso terá que passar por uma fase de adaptação.
No caso da convivência com o cuidador formal, a rotina e a intimidade da família já não serão as mesmas. O familiar continua sendo o gerenciador do cuidado, mesmo que não seja mais o executor. Terá que se preocupar com a alimentação e acompanhar as ações do cuidador.
Em caso de institucionalização, a questão principal é com o rompimento dos vínculos familiares. O idoso passa a conviver com pessoas estranhas o tempo todo e o contato com a família se torna fugaz.
Já no centro-dia, o idoso é estimulado na realização de atividades e recebe cuidados sem perder o vínculo, pois à noite e aos finais de semana estará com a família convivendo como sempre, compartilhando suas vivências ao longo do dia.
É necessário ter em mente que em algum momento desse processo de envelhecimento com declínio funcional poderá surgir a necessidade de deixar o idoso numa casa de repouso ou em casa com o cuidador.
As três modalidades de cuidado são importantes e necessárias, não são conflitantes porque atendem a momentos diferentes no processo, que é dinâmico. A atenção, como já dito acima, deve estar no “perfil” do idoso, ou seja, observar qual modalidade lhe dá qualidade de vida e traz momentos de alegria naquela fase em que se encontra.
Por serem locais novos e estranhos ao idoso, cuja referência está em seu lar e parte de sua identidade estarem em sua família e comunidade, a escolha de um local deve advir de um diálogo entre todos os envolvidos.
4- Por que a escolha de um local e não de um cuidador formal para ficar no domicílio?
O cuidador deve ser capacitado para prestar um serviço amoroso, mas também responsável. Entretanto, cabe lembrar que o cuidador estará focado no cuidado em si, nem sempre tendo tempo e disposição para ofertar atividades cognitivas e físicas que estimulem o idoso. Quando o familiar contrata profissionais autônomos, além de gerenciar o cuidador, acaba por ter que gerenciar estes também, aumentando o nível de estresse pelo acúmulo de funções. Além disso, há questões financeiras e legais importantes a serem observadas e os custos tornam-se altos.
5- Como perceber se o idoso está adaptado ao local?
O familiar deve observar se as boas práticas exercidas no local estão produzindo benefícios físicos, psicológicos, mentais, cognitivos e sociais. Podem surgir mudanças repentinas de comportamento e isso também deve ser observado, pois pode ser uma doença se instalando ou até mesmo uma reação de insatisfação do idoso em relação ao local ou profissional da casa.
É necessário que você acompanhe esse processo de adaptação de perto e esteja atento as informações passadas pela equipe, pois ajustes e mudanças podem ser necessárias para garantir o bem estar do idoso.
Texto: Marilia Sanches – Terapeuta Ocupacional - Sócia Proprietária do Koru Centro-dia
Texto extraído do blog Koru centro-dia